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Escola de Gente

Comunicação em inclusão

Claudia Werneck

Foto da superintendente geral da Escola de Gente Claudia Werneck

Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1980), tem pós-graduação em Comunicação e Saúde pela Fundação Oswaldo Cruz (1998). Palestrante, pesquisadora e consultora, Claudia Werneck é escritora com mais de 220 mil livros sobre inclusão, direitos humanos, discriminação e diversidade vendidos no Brasil e exterior e 12 títulos publicados para crianças e adultos em português, inglês e espanhol (WVA Editora). É fundadora e superintendente da OSCIP Escola de Gente - Comunicação em Inclusão.

Claudia Werneck teve uma atuação pioneira na disseminação do conceito de sociedade inclusiva no Brasil e nos demais países da América Latina desde 1992. É autora de metodologias premiadas e de diversos capítulos de livros editados em parceria com empresas, universidades, institutos, organizações da sociedade civil, cooperação internacional e governos.

No ano de 2000, tornou-se a primeira escritora brasileira a ter livros recomendados simultaneamente por Unesco e Unicef, reconhecimento tornado público por meio de uma logomarca especialmente criada e publicada na capa de seus livros.

De 1992 a 2009, realizou mais de 700 palestras, oficinas e cursos em distintos países e continentes: Argentina, Brasil, Colômbia, Espanha, Estados Unidos, Itália, México, Paraguai, Peru, Portugal, Quênia e Uruguai. Tem dado centenas de entrevistas na mídia e publicado dezenas de artigos no Brasil e exterior.

Empreendedora social, integra desde o ano de 2003 as duas mais conhecidas redes de empreendedorismo social do mundo, a da Ashoka Empreendedores Sociais (Estados Unidos) e a da Fundação Avina (Suíça), que reúnem lideranças internacionais com vocação e experiência na criação de idéias inovadoras para influência em políticas públicas.

No Brasil, como consultora, já atuou com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Boticário, BR Distribuidora, Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, Fundação Banco do Brasil, Instituto Ethos, Grupo de Institutos, Empresas e Fundações (Gife), Ministério da Educação, Metrô Rio, MultiRio, Petrobras, Secretaria Especial de Direitos Humanos, Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Sul América Seguros, TV Futura e Vale, entre outros(as).

Em 2009, a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo selecionou três de seus livros para serem distribuídos para todas as escolas públicas do estado: Um amigo diferente?; Sociedade Inclusiva. Quem cabe no seu TODOS? e Meu amigo Down na escola.

Em 2008, foi convidada pelo Supremo Tribunal Federal para atuar como perita, opinando sobre temas polêmicos relacionados à inclusão de pessoas com deficiência.

Em 2008, a convite da Fundação Avina Pontes Internacionais, passou a integrar rede de articulação entre lideranças da área social da América Latina interessadas na construção de projetos multinacionais.

De 1992 a 2007, deu consultoria à TV Globo na concepção de roteiros, cenas e falas de diversos programas e novelas que envolviam o tema inclusão de pessoas com deficiência, direitos humanos e diversidade.

Em 2007, seu livro “Ninguém mais vai ser bonzinho” se transformou na primeira peça teatral com acessibilidade total a ser apresentada no Brasil.

Em 2006, foi co-idealizadora e co-autora da campanha ”É Criminoso Discriminar” em parceria com a Escola Superior do Ministério Público da União que se desdobrou em campanha veiculada na TV Globo no ano de 2007.

Desde 2005 é consultora internacional do Banco Mundial para os temas de desenvolvimento inclusivo e comunicação pela inclusão.

Em 2005, tomou posse como conselheira no Conselho Nacional de Juventude, vinculado à Secretaria Geral da Presidência da República.

Em 2005, participou do Observatório de Eqüidade do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Secretaria de Relações Institucionais da presidência da República.

Em 2005, foi finalista no Prêmio Reconhecimento UBS ao Empreendedor Social da Ashoka – Destaque em parceria 2005.

Em 2003, por indicação da presidência da República, representou a região do Cone Sul na VII Conferência da Rede Intergovernamental Ibero-americana de Cooperação Técnica, a Riicotec, em Acapulco.

Em 2003, recebeu o Prêmio Lions de Comunicação – Medalha Jornalista Roberto Marinho por seus méritos na área de comunicação.

Em 2002, idealizou e fundou a organização da sociedade civil Escola de Gente – Comunicação em Inclusão, da qual hoje é superintendente, reunindo profissionais de comunicação e ativistas em prol da construção de uma sociedade inclusiva na América Latina.

Em 2002, foi uma das 10 personalidades selecionadas pelo Prêmio Mulher do Ano da revista Claudia, da Editora Abril, dedicado a mulheres que pelo talento, perseverança e capacidade de criar soluções originais contribuíram para o crescimento do Brasil.

Em 2002, venceu o 1º Concurso Rede Andi para Projetos em Comunicação no Estado do Rio de Janeiro, com a metodologia dos Encontros da Mídia Legal

Em 2002, foi uma das vencedoras do Prêmio Empreendedor Social Ashoka Mc-Kinsey na categoria Idéia Mais Inovadora em Mobilização de Recursos com a metodologia das Oficinas Inclusivas, que criou e vem sendo multiplicada pelo Brasil e outros países da América Latina, sendo considerada uma tecnologia social.

Em 2001, foi convidada pelo Ministério da Justiça para integrar grupo de trabalho, coordenando a área da comunicação, para regulamentação das Leis Federais 10.048 e 10.098, ambas sobre acessibilidade.

Em 2001, o Ministério da Cultura selecionou seus livros Um amigo diferente?, Muito prazer, eu existo e Ninguém mais vai ser bonzinho, na sociedade inclusiva para a lista oficial de livros recomendados para compor as bibliotecas públicas do Brasil.

Em 2001, a convite da Fundação Vale, percorreu oito comunidades nos municípios de Ipixuna (PA), Barcarena (PA), Marabá (PA), Catas Altas (MG), João Neiva (ES), Açailândia (MA), São Luís (MA) e Parauapebas (PA) com o objetivo de disseminar entre os professores dessas regiões o conceito de educação inclusiva no âmbito do projeto Escola que Vale.

Em 2000, o Ministério da Cultura registrou, em Diário Oficial, a inclusão da coleção Meu amigo Down na relação de livros infanto-juvenis indispensáveis na composição dos acervos das bibliotecas públicas brasileiras.

Em 2000, a Secretaria de Educação Especial do Ministério da Educação indicou seu livro Ninguém mais vai ser bonzinho, na sociedade inclusiva e Muito prazer, eu existo para serem incluídos no programa “Biblioteca do professor”.

Em 2000, a UNESCO sugere, para a sede da entidade, em Paris, a tradução de seu livro Sociedade inclusiva. Quem cabe no seu TODOS? para outras línguas.

Em 1999, deu consultoria ao programa Na Arquibancada, da Multi-Rio - Empresa Municipal de Multimeios da prefeitura do Rio de Janeiro - nas áreas de adolescência e sociedade inclusiva. O Na Arquibancada era veiculado na TV Educativa e na TV Bandeirantes.

Em 1999, o Ministério da Educação distribuiu seu livro infantil Um amigo diferente? para todas as escolas públicas do país.

Em 1998, deu consultoria para o Canal Futura e foi co-responsável pelo roteiro e concepção da primeira série na televisão brasileira sobre educação inclusiva.

Em 1998, recebeu o título de Jornalista Amiga da Criança, concedido pela Agência de Notícias dos Direitos da Infância (ANDI) e Fundação Abrinq, por sua atuação na carreira jornalística em prol da qualidade de vida de crianças e adolescentes.

Desde 1996 integra, a convite, o grupo internacional de pesquisa científica Down Medical Interest Group, com sede nos Estados Unidos.

Em 1996, foi convidada a integrar a Comissão de Educação Especial da Representação do Ministério da Educação no Rio de Janeiro.

Em 1994, foi uma das fundadoras da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down.

Em 1993, fundou com Alberto Arguelhes, a WVA Editora, primeira editora especializada em inclusão no Brasil e pioneira da edição de livros acessíveis.

Em 1992, foi premiada pela Associação Médica Brasileira com menção honrosa no I Prêmio Associação Médica Brasileira de Jornalismo sobre Saúde.

Em 1992, criou o Projeto Muito prazer, eu existo, com o objetivo de reapresentar pessoas com síndrome de Down à sociedade e o Banco de Dados Muito prazer, eu existo que realizou o primeiro censo qualitativo de pessoas com síndrome de Down no Brasil.

De 1992 a 1997, foi responsável, como apresentadora e produtora, de um quadro diário sobre inclusão e pessoas com deficiência na rádio na Manchete AM.

De 1997 a 1999, foi editora-executiva da revista Pais&Filhos Família, destinada a famílias de adolescentes, projeto que desenvolveu a convite da Bloch Editores.

De 1991 a 1993 foi chefe de reportagem da revista Pais&Filhos, de Bloch Editores.

Em 1982, foi debatedora do programa Sem Censura, na TV Educativa.

De 1980 a 2003 escreveu para: Revista Crescer (editora O Globo), Desfile, Manchete, Manchete Saúde, Mulher de Hoje, Carinho e Carinho Romance (Bloch Editores); Jornal da Família e Caderno de Turismo, do jornal O Globo.

Livros de Claudia Werneck

Muito prazer, eu existo (5ª ed/1992) - Primeiro livro escrito no Brasil sobre síndrome de Down para leigos (português).

Coleção Meu Amigo Down (10ª ed/1994) - As histórias Meu amigo Down, em casa; Meu amigo Down, na rua; Meu amigo Down, na escola são narradas por um personagem que não entende por que seu amigo com síndrome de Down enfrenta situações delicadas. Ilustrações de Ana Paula (português, espanhol e inglês).

Um amigo diferente? (10ª ed/1996) - Conta a história de uma criança que diz ser diferente. O texto leva à reflexão sobre as diferenças individuais discorrendo sobre hemofilia, paralisia cerebral, ostomia, doença renal etc. Ilustração de Ana Paula (português, espanhol e inglês).

Ninguém mais vai ser bonzinho, na sociedade inclusiva (4ª ed/1997) – Primeiro livro sobre sociedade inclusiva escrito no Brasil, explica o que é uma escola, mídia, literatura e sociedade inclusivas (português).

Sociedade Inclusiva. Quem cabe no seu TODOS? (4ª ed/1999) - Discute o uso leviano da palavra TODOS na cultura, na mídia, nas universidades, no discurso dos governantes, no dia-a-dia de TODOS. Deu origem à Escola de Gente (português e espanhol).

Mas ele não é mesmo a sua cara? (1ª ed/2000) - O livro interessa a pessoas que planejem, um dia, criar e educar um outro ser humano. Projeto gráfico de Ana Paula (português).

Você é gente? (1ª ed/2003) – Documenta viagem pelo Brasil da autora transformando adolescentes em Agentes da Inclusão e apresenta a metodologia das Oficinas Inclusivas (português e espanhol).

Manual sobre Desenvolvimento Inclusivo para Mídia e Profissionais de Comunicação (2º ed/2005) – escrito por solicitação do Banco Mundial, explica didaticamente as relações entre pobreza e deficiência no contexto dos direitos humanos (português e espanhol – não é vendido).

Oficineiros da Inclusão (1º ed/2007) – Conta a trajetória da Escola de Gente – Comunicação em Inclusão, fundada por Claudia Werneck e outros ativistas de inclusão e também a história do primeiro projeto da organização, o Oficineiros da Inclusão, inaugurando a coleção “Jovens que querem mudar o mundo”.

Os Inclusos e os Sisos – Teatro de Mobilização pela Diversidade (1º ed/2009) – Relata as aventuras, desafios e conquistas de um grupo de teatro formado pela Escola de Gente – Comunicação em Inclusão no ano de 2003. É o segundo volume da coleção “Jovens que querem mudar o mundo”.