Página Inicial > Escola de Gente > Cenário de atuação
Crianças e jovens com deficiência, principalmente quando vivem na pobreza, enfrentam discriminação em dose dupla e são alvo frequente da violação de direitos humanos.
Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), existem 600 milhões de pessoas com deficiência no mundo, mais da metade delas vivendo nas regiões pobres dos países em desenvolvimento, como o Brasil. Trata-se de uma população impedida de participar da vida econômica, social, artística e cultural de suas comunidades.
É principalmente para este público que a Escola de Gente trabalha.
Ainda assim, atender às necessidades específicas de pessoas com deficiência é considerado um custo e não um investimento. Por isso, este segmento da população continua sem acesso a uma série de direitos, uma vez que não lhes é garantida ampla e diversificada oferta de acessibilidades. O resultado é mais exclusão para quem não se parece com os modelos de representação humana sobre os quais cada pessoa, cultura, comunidade ou sociedade se percebe, se conforta e se organiza para o futuro.
Mas o futuro de uma comunidade corre riscos quando é planejado a partir de uma concepção reduzida de diversidade humana. O mesmo acontece quando as diferenças inerentes à nossa espécie são entendidas como obstáculos e não como estímulos para mudanças.
Em quantos governos, empresas, lares ou organizações o futuro está sendo pensado em função de repertórios particulares – e irreais de diversidade? Desperdício. O verdadeiro conjunto Diversidade Humana inclui a deficiência e é imensurável. Apresenta-se sob diferenças infinitas que conversam e incidem entre si, reinventando-se, continuamente. O desafio das políticas públicas é lidar com essa diversidade e concretizá-la nos orçamentos.
Pessoas com deficiência são reais e têm urgência em contribuir com seus saberes para debates e decisões que as afetam nos sistemas nos quais estão inseridas: família, comunidade, nação, planeta...
Essa constatação é simultaneamente óbvia e revolucionária. Altera orçamentos públicos. Exige que pensadores(as) e executores(as) de qualquer ação – nos mundos empresarial, governamental ou da sociedade civil – revejam seus planejamentos e metas.
Em 2008, a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da ONU foi ratificada no Brasil. Este foi primeiro tratado de Direitos Humanos a ter valor constitucional no país, processo do qual a Escola de Gente participou ativamente, no Brasil e nos Estados Unidos. A Convenção é um recurso para reverter o quadro de segregação aqui descrito, mas, para tanto, precisa ser disseminada e praticada conjuntamente.
Nessa direção, a Escola de Gente vem se aliando a diversas organizações sociais, oferecendo sua abordagem sistêmica de inclusão e diversidade em prol dos grupos populacionais para os quais, e com os quais, esses(as) parceiros(as) trabalham.
Adicionalmente, tem encontrado explícito interesse em reverter lógicas geradoras de exclusão entre outros agentes de mudança, como os(as) parceiros(as) do governo, da cooperação internacional e do empresariado.
* Claudia Werneck, idealizadora, fundadora e superintendente geral da Escola de Gente, é jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1980) e pós-graduada em Comunicação e Saúde pela Fundação Oswaldo Cruz (1998). Palestrante, pesquisadora e consultora, é escritora com mais de 220 mil livros sobre inclusão, direitos humanos, discriminação e diversidade vendidos no Brasil e exterior e 12 títulos publicados para crianças e adultos em português, inglês e espanhol (WVA Editora). Teve atuação pioneira na disseminação do conceito de sociedade inclusiva no Brasil e demais países da América Latina, atuando na área desde 1992. É autora de metodologias premiadas e de diversos capítulos de livros editados em parceria com empresas, universidades, institutos, organizações da sociedade civil, cooperação internacional e governos.
Leia mais sobre Claudia WerneckParceiros
Copyright © 2010 - Escola de Gente
Desenvolvido por: iLearn
Av. Evandro Lins e Silva, 840 - Sala 814 | Barra da Tijuca - Rio de Janeiro - RJ - CEP: 22631-470 | Telefone: (21) 2483-1780